Poema Encontro, de Anabela Borges

Sombras azuis
sobem em volutas,
como o rasto deixado pelo fumo
das velas apagadas.
E o teu corpo,
abandonado no silêncio
do que foi o deleite
das horas passadas,
guarda o cheiro
desse santuário que somos:
seres adejados de luz e treva,
de quietudes e assombros e asas ansiosas.

Os nossos olhos
falam a língua dos pássaros,
quando querem recolher-se nos beirais,
e os gestos que trazemos
conduzem-nos onde queremos,
na pressa de atravessar ruas,
gentes e umbrais.
Sem mais.


Para ler o poema Encontro, de Anabela Borges e outros textos direto na revista, é só acessar aqui.

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