Conto Sedução Vampírica, de E. Mattüs

Ela surgiu de lugar nenhum, como se tivesse nascido com a brisa noturna. E em questão de segundos, já estávamos frente a frente. Ela despida como a natureza, uma face pálida e olhos negros como a noite, com um olhar tão letal quanto o suas presas. Eu ainda estava com a roupa que usei no culto, assustada e paralisada por sua beleza. Olhou fixamente para meus olhos, aproximou-se em passos lentos e me deu um beijo suculento. Senti a língua passando entre meus lábios com uma suavidade que nenhum homem seria capaz. O sabor de sangue em sua boca me deixou a ponto de gritar, mas já era tarde. Eu estava seduzida e hipnoticamente submissa a uma estranha criatura lésbica e nem Deus poderia me salvar luxúria traduzida em seu beijo.

Seu olhar acabava comigo. Calafrios seguidos de calor pélvico. Ela abriu minha blusa rapidamente mostrando que não perderia sequer um segundo em carinhos. Sutiã brutalmente arrancado. Meus seios estavam um pouco suados e os mamilos durinhos. Ela veio com a boca beijando meu pescoço de maneira intensa e descendo aos meus limões sem graça. Foi quando, finalmente, senti a língua passando de leve ao redor do meu mamilo esquerdo. O sabor do meu corpo parecia aluciná-la. Meu suor era o alimento de seu desejo.

Agressividade foi tomando lugar em nossa fantasia mística. Senti sua mão apertar minha boceta por cima da calcinha. Não consegui ter mais estranheza nem medo. Era como se minha carne não existisse mais. Tornei-me um instrumento da luxúria, sou uma escrava do desejo. Sentia somente o prazer dentro de mim. Minha dominadora começou a esfregar a mão cada vez mais rápido e continuou a mordiscar meus peitos de forma brusca… Ahhhhhhhhh… Ela foi descendo a língua, levantou minha saia e puxou de lado a aba da calcinha. E quando senti sua língua chegar em minha xana encharcada, Deus havia me abandonado. Fui dominada prazer carnal!

Escravizada pelo tesão. Ela olha em meus olhos, estica a língua para baixo e sobe até o clitóris. Oh Deus! Por que me abandonaste? Só para eu descobrir que pecar é a coisa mais gostosa deste mundo. A velocidade das lambidas aumenta, sempre de baixo para cima. Rápida, veloz e incisiva nos ataques. Rios vertem de minhas boceta lubrificando o ato. Não pude conter meus gemidos. Aquela língua passando bem no meio de minha xoxota e dando aquelas mordidelas de leve, virei doida varrida. Parecia que eu estava no paraíso. Tomei uma de suas mãos e comecei a chupar seu indicador para aumentar a dose de prazer. Fui enrijecendo as pernas cada vez mais e prendi sua cabeça entre elas. O gozo era eminente. Fui gemendo cada vez mais alto. Não aguentava mais de tanto tesão e… Ahhhhhhh…Ahhhhhhhh…Ahhhhhhhh…Ahhhhhhhhhhhh… Orgasmo total!

Eu tive a melhor gozada da minha vida. Nunca senti algo assim, nenhum homem me tocou desta forma. Era algo além do prazer! Algo que transcendeu minha alma. E me crucificou num calvário de delírios. E, de repente, parou a movimentação. Minha vampira enfiou sua língua em minha xana e começou a fazer alguns movimentos até que excitantes, mas algo estava errado. Eu sentia sua língua ir fundo. Sentia cocegas e desconforto em meu abdômen. Algo estava errado, uma língua não poderia ir tão longe. Lambia todo o meu interior sugando todo o gozo como se estivesse recolhendo o prazer sentido e também minhas energias vitais. Ela ficava cada vez mais agitada como se estivesse faminta por mais. Comecei a sentir uma dor muito forte em meu ventre, como se ela o estivesse sugando minhas tripas. As forças estavam acabando. Eu me sentia fraca, totalmente debilitada. Tentei bater em sua cabeça, mas já era tarde demais. Desmaiei na cama, sem a menor noção de suas verdadeiras intenções…

De leve, eu sentia os raios do sol batendo em meu rosto. A fraqueza persistia, mas já conseguia me movimentar de forma branda. Eu estava debruçada em minha cama vestida como havia chegado do culto. Não havia ninguém além de mim no recinto. Minha mestra havia sumido como a brisa que a trouxera. Entendi que tinha sede de prazer e eu era o seu alimento. Meu gozo representava sua energia, sua fonte de vitalidade. E agora me sinto escrava de tal prazer. Um vício sublime e profano. Preciso senti-la novamente, preciso da sua língua desbravando meu corpo. Seria eu uma vítima vampirizada? Eu não entendo como tudo isso aconteceu, talvez nem queira entender. Fico orgulhosa de ser a escolhida. Debruçada em minha cama reúno forças para encarar o dia, e alimento grandes esperanças, pois sei que logo a noite chegará…

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Um comentário sobre “Conto Sedução Vampírica, de E. Mattüs

  1. quando comecei a ler, pensei: lá vem uma cópia medfiócre da literatura da moda. Engano. Há muita vitalidade e criatividade neste conto. Fica um suspense no ar de como a situação irá se desenvolver.

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