Poema Desejosos Amantes, de Gregory O’brien Verona

Em um momento, não mais que em um momento;
As mãos que percorriam
Corpos nus e quentes
Tornaram-se pálidas, depravadas e indecentes.

Não mais que em um segundo
A natureza tornou-se imoral
E a paixão entre iguais a chama do mal.

Não mais que antes!
Mas sempre tudo igual.

Nossas penitências feitas com impaciência
Não apagavam de nossos corpos
O desejo fatal.

Calam-se as bocas
Daqueles que amam o mesmo,
Fecham-se as pernas
Dos desejos amantes.

De repente, não mais que em um instante:
O desejo tornou-se um lamento profundo,
Consumidos fomos por nosso prazer estéril,
Por um fruto infecundo.
De repente, não mais que em um segundo.

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