Poema Políticas do Desejo, de Sara Timóteo

A nossa janela reflecte dois pares de seios nacarados, ou nem tanto:
eu sou baunilha e tu tens
na pele
a declinação precisa de mil cores de café e chocolate.
A janela não pode contar como cheiras a framboesa, a morango
e como cedo ao sabor mais ácido do teu sexo
proeza da floresta insubmissa que a mim se entrega em noites de verão mudas
quando os peixes e os tritões vêm morrer na maré baixa e
o nosso amor fecunda o areal de estrelas.

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