ET – Número 1 e ET – Número 2. Dois poemas de Luis Daltro

E.T – número 1

Um dia,
um menino de sete anos disse que sou um E.T
Por que?
Porque sou magro demais, fico de cabeça pra baixo,
e não gosto de doritos!


E.T – número 2

Meu planeta é o oposto de Marte.
Aqui, a gente só vive arte.
Todo mundo é pateta.
Nossas robôs tocam harpa, cantam e sangram carradas de poesia.
Ao invés de estômagos, temos na barriga um buraco negro
devorador de todos os prazeres.

Aqui, ninguém precisa se entender
pois cada palavra é supernova.
Nossos olhos são estrelas.
Vivemos pro dengo, pro acerto e pro sossego.
Erramos pra poder nos movimentar,
e a velocidade da luz já foi totalmente ultrapassada.

Ninguém precisa de ar ou gravidade.
Nosso silêncio soa como altas gargalhadas.
Inventamos o carnaval cósmico
sem força a nos atrapalhar.
Quando choramos de alegria,
nossas lágrimas saem por todos os poros como o suor de vocês na Terra.

Meu planeta tem tantas cores quanto imaginações,
e a imaginação de cada um é infinita.
Meu planeta é feito do barro do amor,
e fica na galáxia mais bonita.

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