Caverna, conto de Carol M.

Caverna

 

A porta da nave abre-se em um deslizar silencioso. Os homens saem cuidadosos da mesma, enquanto as pesadas roupas protetoras atrapalham a movimentação. As mesmas contêm dezenas de apetrechos para facilitar a tarefa naquele local. No vidro do capacete o cenário reflete-se. Os olhos humanos e negros se encontram com o mesmo, e pelo comunicador um pode ouvir o arfar do outro. A surpresa carrega curiosidade e agitação.

– Está acreditando nisso, Carl? – o primeiro ri.

– Eu pediria para você me beliscar, mas acho que não vai ser possível.

O outro se abaixa, coletando com um pouco de dificuldade uma amostra da terra em um pequeno recipiente. Carl continua a avaliar o planeta, e no horizonte o sol laranja reflete-se contra a areia ardente. Se não fosse pelas roupas protetoras, não sobreviveriam ao clima ou mesmo a atmosfera. A areia não é solta, parece mais grossa, quase granulada. Ao fundo, longínquo, pode se ver a lua pequena quase escondida pelo sol.

O segundo astronauta caminha em frente, afastando-se da nave. O outro o segue silencioso, enquanto caminham pela imensidão desabitada. A terra, após uma camada de areia solta acima, é dura, quase impenetrável.

O vento não existe e o cenário mostra-se estático. Após alguns minutos de caminhada, Neil volta o olhar para nave, que estava longínqua. O astronauta mais velho já havia estado na lua, mas aquele planeta era diferente, difícil de ser mapeado graças a alguma coisa na atmosfera que bloqueava certo tipo de tecnologia. Poucas fotos haviam sido tiradas, mas nenhuma amostra pode ser coletada. O campo magnético acabava com o funcionamento dos robôs.

Soube que deveria retornar, entretanto o companheiro apontou para nordeste indicando uma elevação que surgia no meio da planície. A mesma parecia ser de pedra negra, com o teto oval, porém com as paredes que a sustenta tendo ângulos mais retos. Estava escavada pelo tempo, rachaduras se espalhavam.

– Precisamos pegar uma amostra daquilo. – decidiu-se o mais velho.

O outro concorda com um aceno, e antes de partirem, Carl checa o nível de oxigênio que ainda lhe resta. Havia o suficiente para mais algumas horas. Seguiu o líder da expedição, enquanto ao redor, não havia nada. Um calafrio de excitação percorre o corpo. Tenta controlar, sabendo que o ataque de euforia contribuiria para o aumento do ritmo de sua respiração e também do consumo de oxigênio. Deseja poupar o máximo possível por uma questão de segurança.

Os astronautas caminham até a elevação que se assemelha a uma caverna. A alguns poucos metros, sob o sol forte que dificulta a visão, uma tempestade de vento sorrateiramente os atinge. A mesma é fraca, mas traiçoeira. Os passos se apressam enquanto os grãos batem contra o vidro do capacete.

– Vamos nos abrigar ali dentro até passar. Não podemos correr o risco de nos perdermos. – decide-se Neil.

Carl concorda e os dois homens chegam até a caverna, adentrando-a. O lugar ali é escuro, então o astronauta acende uma pequena luz acoplada em cima da luva de seu uniforme. O facho ilumina um pouco o ambiente ao redor, completamente vazio exceto por um túnel na lateral esquerda.

Neil aproxima-se do ponto iluminado e coleta um pouco da amostra, raspando a rocha. Guarda em um bolso no traje e volta-se para o exterior, aonde a tempestade continua.

– O acha de tudo isso? – questiona Carl, iluminando o teto.

O mesmo apresenta pequenas erupções pontiagudas, enquanto algo misturado à rocha faz a mesma brilhar quando o facho de luz a atinge. O brilho tem ondulações prateadas, e dependendo do ângulo, quase brancas.

– O que foi? Está com medo de alguns alienígenas? – ri o mais velho.

O astronauta resmunga, e ilumina o fundo pouco aparente.

– Não diga besteira, já visitamos uns três planetas e até agora em nenhum tinha vida. Duvido que nesse deserto vermelho vá haver qualquer coisa.

Neil dá de ombros, concordando.

– Vamos ver o que tem naquele túnel lateral.

– Eu não acho uma boa ideia, Neil.

– Nós somos exploradores no final das contas, não somos? Eu aposto com você que será mais um pouco de pedras.

Carl continua hesitante, entretanto o companheiro, tomado pela curiosidade e excitação, segue empolgado sem poder se controlar. Não existe treinamento algum que possa suprimir o que se sente ao desbravar o desconhecido. A ansiedade que nunca vai embora. Resta ao segundo astronauta segui-lo de mau agrado. Uma sensação estranha não o deixa.

 

As portas deslizaram com um som enferrujado e ela adentrou o lugar. Alguns olharam rapidamente para a estranha, mas nenhuma atenção prendeu-se por mais de alguns segundos. O som dos passos foi abafado pela banda de ozótonos que tocavam seus clarinetes. As bocas pequenas assopravam os instrumentos e alguns dos braços longos batiam nos tambores. Os corpos eram uma mistura brutal de inseto e felino. Ela os achava pequenas aberrações, entretanto aberrações que produziam boa música.

Caminhou até uma mesa no fundo do bar intergaláctico, sentando-se solitária. A mandragoriana aproximou-se com um sorriso cheio de dentes pontudos, pronta para anotar seu pedido em um bloco metálico que emitia uma luz azulada e soltava faíscas de mesma cor hora ou outra.

– Seja bem vinda, seu crime é a nossa alegria. Gostaria de pedir alguma coisa?

– Zhadist? – a voz baixa e rouca soou.

A mandragoriana franziu o a testa repleta de pequenas cicatrizes e tentou ver a face da forasteira. A pele negra como carvão absorveu a luz ao redor, impedindo o reconhecimento dos traços mais ocultos pelo chapéu de abas largas, velho e desgastado.

– Desculpe, mas Zhadist não está aqui hoje. Tem algo mais em que poderia ajudá-la?

– Um copo de afalmar puro. – pediu, levantando levemente a aba do chapéu e permitindo a outra ver as fendas amarelas no centro de seus olhos.

A fêmea sorriu mais uma vez concordando com um aceno e partiu movendo os quadris de um lado para o outro enquanto os dois rabos escamados chicoteavam o ar. Rosnou baixo, praguejando na língua natal, aquilo mudava algumas coisas.

Encostou-se à cadeira metálica e observou o lugar ao redor por instantes. Sentiu pequenos beliscões por baixo do pesado casaco que chegava até os pés, e bateu de leve nos lugares aonde havia os bolsos internos dos mesmos.

No canto oposto um bando de cargueiros riram batendo a cabeça do mais fraco contra a mesa. O macho no balcão gritou algo em uma língua que ela não pode entender, e os outros resmungaram rindo mais baixo. O mais fraco tinha uma pasta rósea escorrendo pelo nariz, mas pareceu não se importar.

As portas metálicas deslizaram com um som metálico mais poderoso e os olhares desviaram-se para a mesma. Alguns dos alienígenas pararam as falas.

 

Os dois astronautas seguem lentamente pelo interior da caverna, enquanto o corredor torna-se mais estreito e regular. Neil para quando uma abertura na lateral esquerda da rocha joga um pouco da terra dentro da caverna. A mesma acaba alguns metros à frente.

Antes que o outro possa ter o desejo de questionar, repete o gesto do companheiro, volta-se para o lado oposto ao da abertura. Neil aproxima-se enquanto Carl ilumina a parede. Dentre a rocha existem sulcos fundos, encravados na caverna em ângulos um pouco mais retos.

– O que acha que é isso? – questiona Neil.

– Não sei, parecem marcações feitas na rocha, mas levando em consideração que eles marcaram esse planeta como morto, eu não sei.

O outro se aproxima e toca de leve um dos sulcos. Instantaneamente um som agudo surge, assemelha-se ao arrastar de algo enferrujado, e a rocha move-se revelando uma entrada. Os olhos encontram-se com o lugar encravado na caverna, e os lábios abrem-se surpresos. A dor aguda atinge o braço esquerdo.

Neil sente o coração acelerar-se, batendo descontrolado. As criaturas dentro do lugar olham-no e ele grita em horror. Sua mente não pode codificar. O medo sobe pela espinha e Carl arfa, tem certeza de que está louco.

Outro grito estoura em seu comunicador, e o companheiro leva a mão ao peito enquanto a dor rompe poderosa e o coração não é capaz de aguentar o que os olhos veem. O humano cai de joelhos enfartando sem ar. O medo faz com que Carl urine nos trajes, e a injeção de adrenalina o joga longe enquanto ele corre desesperado do ambiente pavoroso, adentrando mais uma vez a tempestade de areia. Ele se perde e abandona o companheiro que morre diante de seus olhos no lugar, à mercê da própria sorte.

 

Ela não soube dizer de que raça eram. As roupas eram grandes e brancas, as cabeças redondas, o corpo parecia estar encoberto por um exoesqueleto e dentro do mesmo, havia rostos frágeis. A pele externa tinha a cor diferente da interna. Uma das criaturas abriu a boca em um grito que ela não ouviu. Um deles levou a mão ao peito caindo de joelhos enquanto o outro arfava recuando, surpreso demais. Ninguém ali entendeu.

Uma das criaturas começou a correr para longe, desajeitada com o corpo esbranquiçado que parecia não ser seu, e o outro caiu de cara no chão bloqueando a porta que tentava fechar, mas batia contra a carcaça e abria-se mais uma vez.

Os alienígenas olharam-se confusos e um deles levantou-se. A mulher bufou enquanto via o policitiano aproximar-se do corpo. O macho chutou algumas vezes a carcaça inerte e a mesmo continuou imóvel. Nenhum dos alienígenas pode voltar para suas conversas anteriores.

– Está morto! – declarou o macho verde, dramaticamente. A fêmea apontou o pequeno dispositivo encravado no pulso em direção ao outro e apertou um botão atrás da orelha, enquanto o mesmo reconhecia a fala e começava a traduzir a língua.  – Assassinado bem diante de nossos olhos! Essa pobre… – ele parou por alguns instantes, voltou-se para os outros. – Alguém sabe que raça é essa?

Todos continuaram calados, ninguém conhecia.

– Enfim, alguém aqui o matou e não poderei aturar um assassino tão bom no meio de nós! Exijo que o criminoso deixe imediatamente a Caverna!

Todos continuaram calados e a mandragoriana serviu sua bebida, afastando-se. A fêmea bufou desprezando aquele homem. Tomou um gole sentindo o líquido percorrer o corpo frio e forte.

– Tudo bem, já que ninguém se pronunciará eu mesmo desvendarei esse crime!

O alienígena andou de um lado para o outro, enquanto um dos quatro braços passava a mão pela cicatriz azulada que havia arrancado fora metade do nariz, enquanto outro coçava a barriga recoberta por uma proteção de placas negras que protegiam a pele verde e escamosa. Os braços restantes uniam-se atrás das costas.

– Essa criatura certamente deveria ter inimigos aqui devido o tamanho de sua estranheza! – o macho olhou com desprezo para carcaça. – Entretanto a Caverna é um campo neutro, ou seja, ninguém aqui poderia ser punido por seus crimes, capturado ou mesmo alguma vingança cometida. Então a questão é quem teria algo tão grande quanto essa criatura a ponto de matá-la aqui! Cometer essa heresia imperdoável no meio de nós, simples criminosos honestos e trabalhadores?!

O comunicador emitiu um bipe baixo no braço da fêmea, e a mesma desviou o olhar, perdendo o longo discurso do macho. A mensagem que o pequeno visor lhe mostrava a fez torcer o pequeno nariz. Os dedos longos e finos de unhas pontudas, rapidamente escreveram a mensagem de confirmação. Os planos haviam mudado. Um estalo surgiu em sua mente. Sorriu sentindo o fedor da quantia que estava por vir.

– Então eu concluo dizendo que o assassino aqui seria um dos ozótonos! – declarou enérgico.

Alguns alienígenas apenas ignoraram o estúpido macho, porém os mais bêbados rugiram batendo suas canecas, eufóricos. Os músicos se entreolharam.

– Mas ozótonos são assassinos sangrentos! – um dos bêbados gritou.

– Exatamente, meu caro! Exatamente! Por isso eu concluo que esse assassinato foi cometido por um assassino aqui famoso pelos seus métodos silenciosos!

As raças se entreolharam, cheias de desavenças. A mulher observou mais uma vez a criatura que continuava caída, e a areia que entrava no bar, já muito fraca graças à tempestade que ia embora. As portas metálicas insistiam em fechar, mas a carcaça ainda as bloqueava. A cada instante o cadáver a intrigava mais. Já havia viajado por várias galáxias, mas nunca avistara algo como aquilo.

O silêncio seguiu-se dramático por alguns instantes.

– Como veem essa pobre criatura estava protegida por seu esqueleto, então a única forma capaz de matá-lo, seria de dentro para fora. – concluiu o policitiano. – E o único assassino aqui conhecido por matar com seu veneno, é a mandragoriana!

– Vá procriar com sua mãe, Zaham! – retrucou a fêmea, chicoteando o ar com mais força, irritada.

– Alguém aqui acredita que foi ela?!

Todos continuaram calados. A fêmea acusada xingou em sua língua e tomou um gole de asquemar direto da garrafa enquanto seu chefe, de mesma raça, distraía-se por segundos com todo o discurso eloquente do macho.

– Exatamente! E isso mostra que não estão precipitados e errados!

A fêmea desviou a atenção pela segunda vez, puxando um pequeno dispositivo quadrado da manga de seu sobretudo. Digitou uma sequência de números e deu os comandos. O tempo começou a correr e ela tinha que se apressar. Os olhos do macho encontraram a figura solitária no fundo do bar e ele sorriu.

Do outro lado viu um grupo de escaralhitos discutindo em tom baixo. Não pode entender, mas quando uma das criaturas olhou diretamente com os olhos completamente vermelhos para a carcaça morta, ela soube que se não se apressasse não conseguiria aquilo que desejava.

– O assassino que procuramos tem o poder de se camuflar em meio à multidão. Não ser notado, não ser ouvido e muito menos visto! Tem o poder de se fundir as sombras e assassinar a sangue frio, sem sujar as mãos ou levantar suspeitas. O assassino aqui pertence a uma raça traiçoeira, e se ouso dizer, uma das mais perigosas da galáxia!

Os alienígenas bêbados ouviram atentos e a fêmea desviou o olhar para o policitiano, voraz. Reconhecia o ódio por sua raça quando ouvia alguém o declarando abertamente.

– Então, eu declaro que o culpado é… – os olhos completamente negros encontraram-se com os seus, acusatórios, rancorosos e famintos pela confusão e atenção. – Eu declaro culpado…

A outra sacou rapidamente a arma, atirando contra a criatura, que com um grito profundo desabou agarrando o ferimento na virilha, fatal, já que era ali onde estavam localizados os principais órgãos vitais da raça. O cérebro, o coração, o órgão genital reprodutor e algumas das cordas vocais.

O macho ergue uma das mãos cheias da substância azul e pegajosa no ar, e suas últimas palavras soaram em um poema na sua língua natal. O tradutor não conseguiu entender, e nem ninguém mais na Caverna, exceto o companheiro policitiano. Um último gemido de dor se veio e um suspiro final enquanto os olhos se fechavam para todo o sempre.

A fêmea resmungou terminando a bebida em um gole rápido e todos os olhares voltaram-se para a mesma. Deu um meio sorriso voraz e satisfeito.

– Ele já estava enchendo o saco. – declarou, em legítima defesa.

A maioria dos alienígenas ali concordou, porém antes que pudessem retornar à suas vidas, o companheiro do morto levantou-se, chorando copiosamente em desespero pela morte do amigo. As lágrimas azuis escorriam pelo rosto desfigurado, e cintilavam ao menor toque da luz artificial do local. Reluziam como pedras preciosas. A fêmea desejou que o fossem, seria muito mais fácil ganhar uma boa quantia fazendo apenas um policitiano qualquer chorar, e obviamente muito mais divertido.

– Eu exijo meu direito à vingança, assassina! – gritou, e virou-se para os outros, continuando seu discurso. – Essa fêmea assassinou meu irmão a sangue frio! Eu exijo meu direito de vingança! Eu exijo que sua cabeça…

O som do segundo tiro soou ecoando pelas paredes de metal e pedra e atingiu o companheiro com desejo de vingança, enquanto o mesmo caia morrendo mais rápido e menos teatralmente do que o policitiano anterior. A outra suspirou fundo, entediada.

– Alguém mais quer vingar a morte de alguém? – resmungou.

Os alienígenas discordaram e finalmente puderam retornar para suas conversas anteriores, ignorando completamente os cadáveres no meio do caminho. O mandragoriano responsável pelo estabelecimento, que até então residia atrás do bar, apenas resmungou algo sobre a sujeira que teria que limpar.

A fêmea observou pela última vez o lugar ao seu redor, deixou algumas moedas sobre a mesa e levantou-se, caminhando lentamente para fora do mesmo enquanto o pesado sobretudo farfalhava ao seu redor. Passou por cima dos corpos dos policitianos, mas antes de sair, observou por segundos a carcaça da raça desconhecida.

Agarrou-a e arrastou para fora do bar enquanto a porta finalmente se fechava. Do lado de fora a tempestade de areia já havia terminado. Sentiu a barreira invisível ao passar pela abertura do estabelecimento e acionou um dispositivo preso em sua orelha, enquanto uma pequena proteção de um material que imitava vidro descia sobre seu rosto, protegendo-a de inalar os gases tóxicos do planeta abandonado.

Andou alguns metros arrastando o corpo, e voltou-se para o bar de criminosos. Soltou o corpo e abriu o sobretudo, enquanto libertava os escorpiões metálicos e carregados de veneno que mantinha presos dentro dos bolsos da veste. Os animais robóticos rastejaram pela areia correndo em direção a Caverna. Ele a pagaria bem pelo trabalho feito.

Virou as costas e carregou a carcaça até sua pequena nave, jogando-a dentro da mesma. Mais tarde levaria o morto até um velho amigo. Talvez conseguisse algum dinheiro com algum colecionador raro após descobrir a que raça a carcaça pertencia.

Ouviu os gritos e rugidos altos dentro do bar enquanto sabia que os escorpiões matavam violentamente todos que estavam ali. Adentrou a nave e ativou os controles, enquanto calculava quanto gastaria para construir novos protótipos robóticos como aqueles. Levantou voo e antes que pudesse partir, viu a explosão esverdeada que irrompia pela pedra e devorava tudo. A nave partiu, deixando o planeta e perdendo-se na imensidão negra da galáxia. Sorriu. Aqueles haviam sido seus protótipos mais bem sucedidos.

 

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