Tábula Rasa, Poema de Rodrigo Menezes

Tábula Rasa

Erga-me sobre as cinzas,
Acima das sombras da minha existência.
Descansa minhas retinas exaustas,
(Cansadas da imagem do teu mundo infiel)
E evoque esta transição sagrada,
Clamada a teus deuses com fervor.

Pois tua fé me servirá do outro lado da ponte.
Meu legado viverá enquanto em tua memória.
Teu remorso validará minha permanência,
Honrando meu sangue, derramado em teu nome.

Meus ouvidos não ouvirão mais tuas sandices,
Mas meus ideais ainda reinarão sobre tua arrogância.
Tua exclamação renunciará à minha reticência,
E meu fim resplandecerá sobre tua ignorância.

Devolvendo-me invicto à minha Tabula Rasa:
Retrospecto da Alma reintegrada à Origem.
Ejetando-me deste corpo e lançando-o ao léu,
A qualquer Cosmo ou Galáxia distante daqui…

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